San Andrés Isla, o caribe colombiano – Parte I

 

Neste carnaval, tivemos o privilégio de conhecer San Andrés Isla, uma ilhota com extensão de 26 km, a 775 km da costa colombiana. A ilha é de pouca infra-estrutura, e diferente de Aruba ou Punta Cana, não é o paraíso dos Resorts, mas um verdadeiro paraíso de mergulho e Snorkel, além de ter um mar que dizem ter sete tons de azul (mas a gente acredita que são mais de sete). Viaje conosco agora!

 

Praia de Cocoplum, com Rock Cay Isla do Amor ao fundo.

 

Localização: San Andrés está localizada no mar do Caribe, a 775 km da costa da Colômbia, e a apenas 191 km de Nicarágua (ver seta em vermelho no mapa abaixo).

 

 

Da foto abaixo, extraída do Wikipedia, dá para perceber o quão pequenina é a ilha, frisando, ainda, o lado inferior da foto, no lado direito, onde a cor do mar é mais incrível com seus sete tons de azul (ou mais).

 

Fonte: Wikipedia aqui

 

O que você precisa saber antes de embarcar:

 

– Na hora de reservar os assentos, tanto na ida, quanto na volta, reserve os do lado direito do avião, de preferência os que não estejam sobre a asa. É de onde se vê a melhor imagem da ilha, como esta:

 

Vista aérea de San Andrés

– A ilha cobra uma Taxa de Turismo, atualmente, no valor de 48.500 COP (Peso Colombiano), em torno de R$ 56,00. Adquirimos nosso boleto em Bogotá, cujo qual foi apresentado tanto na entrada da ilha, quanto no momento da saída (então, não jogue fora):

– A moeda utilizada em San Andrés é o Peso Colombiano – COP. A maioria dos locais aceita dólares e até faz a conversão para você ter ideia do valor do produto. Entretanto, não vale a pena comprar em dólar, acaba sendo desvantajoso no momento da conversão (parece que eles preferem o COP – Peso Colombiano). Não foi necessário trocar a moeda daqui do Brasil. Em Bogotá, existem Casas de Câmbios no Aeroporto. Só que trocam apenas R$ 200,00 (duzentos reais) por pessoa, pelo menos era assim em fevereiro/2014. A sugestão é trocar o mínimo, e em San Andrés, trocar o restante do dinheiro nas casas de câmbios idôneas do Centro.
É bom prestar sempre atenção nas notas, já que existem muitos zeros, pode acabar confundindo, e algum espertalhão aproveitar da situação (mas ficamos impressionados com a honestidade dos colombianos. Muitos nos mostraram o erro, devolvendo o dinheiro que passamos a mais).
A cotação do dia que fomos foi R$ 1,00 = 700 COP. Uma conta grosseira que fizemos para ter ideia do valor, é tirar 3 zeros do valor e acrescentar um valor de 30%. Ou seja, 1.000 COP, vale mais ou menos R$ 1,30.
– Caso você faça conexão em Bogotá, o Terminal dos voos internacionais é distinto do nacional. O primeiro trecho Brasil/Colombia (Bogotá) é pelo aeroporto Internacional, mas de Bogotá para San Andrés, já é através do Terminal de Voos Nacionais. Para se locomover de um para o outro, existem alguns ônibus das companhias aéreas que realizam o percurso. O Terminal Internacional é muito bem estruturado, com WiFi Gratuito disponível para os viajantes. O DutyFree é excelente! Uma variedade enorme de produtos, e bem melhor e maior que o de Guarulhos. Já o Terminal Nacional é bem simples, e um pouco bagunçado, e não dispõe de WiFi gratuito para viajantes.
Candelaria, bairro histórico de Bogotá

– Se sua conexão é de mais de 5 horas, como foi nosso caso, você pode tentar adiantar o voo. Mas como nossas bagagens já tinham sido separadas, infelizmente isso não foi possível. Então, a outra alternativa é dar uma escapada até o Centro Histórico de Bogotá (Candelaria). Mas saiba que o trânsito é caótico, e dependendo da situação, você pode até perder o voo de conexão para a ilha. Tivemos sorte por se tratar de domingo. Mas durante da semana, com uma conexão de 5 horas é praticamente impossível! O táxi do aeroporto até a Candelária custa em torno de 25.000 COP, em torno de R$ 30,00. Oportunamente, comentarei aqui no Blog sobre nosso passeio que foi espetacular!

Extravio de Bagagens: antes da viagem, soubemos que as malas costumam extraviar na Bolívia. E, diante desta informação, tomamos os devidos cuidados! Infelizmente, em tanto tempo que viajamos, foi a primeira vez que tivemos este dissabor! Uma das malas foi extraviada em Bogotá, e somente depois de dois dias, a companhia aérea conseguiu entregá-la no hotel.Então, é importante etiquetar a mala com nome legível, colocando telefone, endereço, etc. E é bom também colocar algumas trocas de roupa na bagagem de mão, além de chinelo, roupa de banho, e o que for imprescindível para sua estadia em caso de extravio.

Além desses cuidados básico, lacre a bagagem com segurança, e nós indicamos o SealBag, que evita e acusa o golpe da cesárea. Falaremos oportunamente sobre estes lacres.

Onde se Hospedar em San Andrés?

Um dos lugares que mais tivemos dificuldade para realizar uma reserva foi em San Andrés. Não por ser difícil, no sentido literal da palavra, mas pela escassez de informações acerca da ilha. E no geral, o que se vê, é que San Andrés não possui indicações de hospedagem, sendo que a maioria é de pouca infra-estrutura. Tanto no Booking.com, quanto Hoteis.com e Decolar.com, existem muitos comentários negativos de viajantes, o que tornou difícil a escolha do Hotel.

A maioria dos hotéis é simples, de pouca infra-estrutura e necessitando de uma reforma. Existem muitas opções de hospedagem estilo apartamentos, e os mais luxuosos da rede Decameron, com cinco Resorts all inclusive na ilha (Decameron Boutique Los Delfines, The Isleño Hotel, Marazul, Maryland e San Luís, em torno de 345 dólares a diária).

Nós preferimos hospedar próximo ao centro da cidade. Apesar da ilha ser pequena (em torno de 26km), por não estarmos no regime all inclusive, seria mais fácil hospedarmos perto de maiores opções de restaurantes. No Centro, é onde está a maior concentração de bons restaurantes.

Ficamos no GHL Hotel Sunrise, que nos atendeu muito bem! Possui quartos espaçosos, varandas com cadeiras e mesa para leitura, e a maioria dos quartos fica de frente para o mar. Mas aquele mar de sete tons de azul! Só achamos dois pontos negativos: o primeiro é que eles fazem uma espécie de racionamento de água quente para o banho (então, tem água quente no quarto só em horários pré-fixados), e a praia não é boa para banho. Vimos alguns hospedes fazendo Snorkel, mas a água não é tão limpinha… Por isso, tem uma piscina sobre um deck no mar. O café da manhã nos atendeu bem, apesar de não ter tanta opção. Mas tem pães, frutas, cereais, iogurtes, sucos, e alguns pratos quentes (omelete, ovos mexidos, e algumas comidas típicas). Internet só é free no saguão do Hotel. E, o melhor de tudo: excelente localização! Há poucos minutos dos melhores restaurantes, da Praia Peatonal, da Av. Providencia, onde tem as melhores lojas para compras, e, ainda, ao lado do local de onde parte a maioria dos passeios de barco. Abaixo  mapa e algumas fotos do hotel:

 

 

Onde comer?

Confesso que fiquei um pouco receosa acerca da comida da Ilha. Li muitos comentários de que a comida é péssima, que tinha um ou outro restaurante bom, o que me fez concluir que passaria dificuldades. Mas diferente do que imaginava, não tive qualquer problema com a comida (Ah! Comida por lá é muito barato!). Mas comemos muito bem durante toda a nossa estadia. Só o arroz deles que é um pouco diferente, por conter leite de coco no seu preparo. Eles também não tem costume de comer batatas fritas. Vimos apenas um dia na ilha… eles gostam, na verdade, é de banana frita.

Seguem alguns locais que fizemos refeições e que gostamos muito:

Café Café Pizza: atendimento rápido, pessoal muito atencioso, e comidas deliciosas! Tanto o penne Alfredo, quanto o de camarões é perfeito! Endereço: Avenida Colombia, Edifício Hansa Coral L-1, San Andrés.

Playoffs: adoramos! É uma espécie de bar duplo, um relacionado a jogos, e o outro aos anos 80. Ambiente muito agradável, com mesas no interior e na calçada. Comemos uma pizza de camarões com champignon deliciosa!!! Ele fica literalmente ao lado do Hotel Sunrise, exatamente na mesma calçada.

– Don Anibal: em frente ao Café Café. Em um primeiro momento, achamos que era comida mexicana. Mas tem de tudo! Excelente comida e preço bom! Comemos um camarão gratinado de tirar o fôlego!

 

Gourmet Shop Assho: estupendo!!!! Foi o melhor da nossa viagem! O restaurante parece um empório, com venda de alguns produtos finos, temperos, bebidas, etc. A decoração do teto é com garrafas de vinhos vazias, o que ficou muito bacana! A comida foi excelente! Indicamos com precisão!

 

 

 

Existem outros restaurantes que a comida é muito boa também, como a do restaurante em frente ao West View. Mas demorou muito para chegar!

Outra comida deliciosa é em um barraquinha da praia de Cocoplum, não achei nome, pois parece ser um espaço de uma casa de família. Eles oferecem apenas peixe frito, com arroz de coco, salada e banana frita. Mas por ser feito na casa da família, foi muito saboroso! Pessoal muito atencioso, e o prato abaixo custou apenas 22.000 COP por pessoa!

Para reconhecer este local que citei acima, encontre algumas bandeiras, inclusive a do Brasil.

Compras em San Andrés, vale a pena?

A ilha é Tax Free, ou seja, é bem agradável para compras. Mas deve ter atenção para os locais das compras, pois nós vimos muitos lugares com produtos falsos. A Av. Providência é uma rua calçada, de um ou dois quarteirões, mas com as principais lojas de grifes de San Andrés. Compramos no La Riviera, que é um Duty Free que existe em alguns lugares, como no Aeroporto do Panamá.

Vale a pena comprar bebidas, perfumes, alguns relógios, maquiagens e cremes. Infelizmente não vimos preços bacanas para roupas e eletrônicos. Tem algumas lojas de brinquedos de crianças com preço compensativo.

Sempre peça brindes em qualquer compras no exterior, tanto em Duty Free quanto em lojas normais. Ganhamos duas malas da Banana Republic e duas agendas do La Riveira. Peçam por “regalos”.

Para não ficar extenso, no próximo post falarei sobre as atrações da ilha.

Site do Governo de San Andrés: acesse aqui.

Fabiane Teixeira

Brasileira, Mineira de Belo Horizonte, 35 anos, conhece 38 países, é Advogada e Professora de Direito Civil, e nas horas vagas Viajante e Blogueira. Junto com meu Fábio vamos conhecer e te apresentar o mundo!

120 comentários em “San Andrés Isla, o caribe colombiano – Parte I

  • 12 de setembro de 2017 em 21:47
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    Adorei este blog, principalmente a respeito das dicas de San Andres.
    Não achei o post seguinte falando das atrações da Ilha. Você poderia me mandar por email?
    Vou viajar com a minha família em Janeiro de 2018.

    Obrigada!

    Resposta
  • 10 de fevereiro de 2017 em 21:13
    Permalink

    Olá Fabiane!

    Estou indo em Junho/17 e fiquei sabendo que Cayo Bolivar está fechada. Você tem alguma notícia???

    Abs
    Viviane

    Resposta
    • 12 de fevereiro de 2017 em 21:58
      Permalink

      Oi, Vivi!
      Não sei te informar como está a situação hoje!
      Vou tentar checar e te informo!!!
      Abs,

      Resposta
    • 25 de março de 2017 em 21:02
      Permalink

      Estou em San Andrés neste momento. Cayo Bolívar está fechada por causa do turismo predatório e dizem que irão fechar Aquarius pelo mesmo motivo. Sinceramente, me decepcionei aqui. Local sujo, muitos turistas, sem infraestrutura. Diversos episódios de “esperteza” dos comerciantes e vários relatos de brasileiros roubados.

      Resposta
      • 30 de março de 2017 em 17:34
        Permalink

        Pois é Marielza, infelizmente o turismo desregrado. Imaginamos que ficaria assim depois que voltamos e começamos a receber comentários no mesmo sentido.
        Uma pena por que o lugar é tão lindo! Conhecemos 8 ilhas caribenhas. E San Andres foi a que mais surpreendeu no quesito cor de azul turquesa!
        Lamentável!

        Resposta
  • 3 de janeiro de 2017 em 07:33
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    Ola vou pra san andres agora fim de fevereiro, início de março . Vou fazer parada em bogota consigo trocar real em cop la ? Ou vc acha melhor levar em dolar

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    • 7 de janeiro de 2017 em 17:27
      Permalink

      Oi, Talita!
      Tudo bem?
      Isso varia muito!
      Só pesquisando lá na hora para saber o câmbio do dia, etc.
      E como fomos já tem um tempo, não consigo precisar para você sobre estas questões de câmbio, o que está melhor, onde, etc…

      Resposta
  • 19 de setembro de 2016 em 12:17
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    Olá, devo levar então dólar e converter tudo lá em bogota ou san andres certo ?

    Resposta
    • 19 de setembro de 2016 em 18:23
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      Oi, Tamires!
      Em Bogotá, você conseguirá trocar apenas uma parte da sua moeda, e o restante em San Andrés.
      Quando fomos, a cotação para o Dólar não estava boa…

      Resposta
  • 15 de setembro de 2016 em 13:13
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    adorei as dicas!!! parabens pelo blog!! otimo para quem nao tem ideia de como será lá,como eu rs, beijos

    Resposta
  • 1 de setembro de 2016 em 15:02
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    Amo viajar, mas sempre começo a ver um destino e termino em outro, estamos indo pra Ásia, quando de repente vi seu blog, nem sei como apareceu na minha tela, rsrsrs… amei de cara, e comecei a pesquisar San Andrés, e bati o martelo, próximas férias em Março/2017, San Andrés… Tive de voltar aqui pra dizer obrigado pela inspiração, obrigado pelas dicas, obrigado por me deixar super ansioso e com a certeza que vou gostar muito… Parabéns pelo seu blog… Depois que voltar, retorno aqui e lhe digo como foi nossa viagem seguindo teu roteiro!

    Resposta
    • 4 de setembro de 2016 em 03:41
      Permalink

      Valdemir!!!!!!!!!!!!!
      Não sabe como estes comentários nos deixam felizes!
      Este é o objetivo do blog: inspirar com as melhores dicas!
      Estamos fazendo uma viagem incrível pela Bulgária e Romenia, quando voltar também teremos muitas dicas dessa viagem que nos surpreendeu muito!
      Boa viagem, e volte aqui depois para contar para gente!
      Abs,

      Resposta

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