Bate-volta em Hiroshima e Miyajima

Hiroshima sofreu por longos anos as consequências de uma bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial e se tornou exemplo de superação. Já Miyajima, uma ilha sagrada, abriga o famoso Torii flutuante. Neste post, veja como visitar Hiroshima e Miyajima em um dia.

Nesta última viagem pela Ásia, onde visitamos o Japão, Singapura e Malásia, um dos lugares que eu estava mais ansiosa para conhecer era Hiroshima, no Japão. Acho muito difícil alguém que não saiba dos acontecimentos das cidades de Hiroshima e Nagasaki durante a Segunda Guerra Mundial. E devido ao nosso curto tempo de viagem pelo país, e graças à proximidade entre as cidades, conseguimos visitar Hiroshima e Miyajima em um único dia.

Só a possibilidade de ver de perto o progresso e recuperação da cidade depois da bomba atômica, já valeu o dia da viagem! Eu sempre soube da lamentável história da Bomba de Hiroshima e Nagasaki, mas não sabia do seu poder de superação em curto espaço de tempo.

Mas para quem tiver mais tempo no Japão, vale muito a pena (pelo menos) pernoitar em Hiroshima, ou se possível, ficar três dias em Hiroshima e aproveitar para passar um dos dias na Ilha de Miyajima. Isso seria perfeito!

Breve Histórico sobre a bomba atômica em Hiroshima

A Segunda Guerra Mundial, que durou de 1939 a 1945, era composta pelos países do eixo (Alemanha, Japão e Itália) e os países aliados (União Soviética, Estados Unidos, Reino Unido e China). A partir de 1939, os Estados Unidos, em conjunto com Reino Unido e o Canadá, começaram as pesquisas sobre uma bomba atômica que seria lançada contra a Alemanha e/ou Japão.

Réplica da Little Boy. Fonte: Wikipedia

Entretanto, com a saída da Alemanha da Segunda Guerra Mundial, em junho de 1945, vendo que o Japão não se renderia, os Estados Unidos decidiram colocar em prática o chamado Projeto Manhattan, que tinha como principal objetivo a construção de material atômico de destruição. Então, a bomba atômica que destruiu Hiroshima, conhecida como Little Boy, foi construída a base de urânio-235, o que fazia com que a mesma fosse um poderoso armamento nuclear.

Hiroshima foi escolhida para ser alvo da Bomba Atômica pelo fato de ser uma importante cidade industrial e militar. Entretanto, mais de 80% da cidade era composta de civis. Por outro lado, os Estados Unidos acreditavam que Hiroshima não mantinha nenhum prisioneiro de Guerra americano na cidade.

Enola Gay e sua equipe. Fonte: Wikipedia

Em um primeiro momento, Hiroshima era o principal alvo dos Estados Unidos, e subsidiariamente, as cidades de Kokura e Nagasaki.

Em 06 de agosto de 1945, um avião B-29, o Enola Gay, decolou com destino a Hiroshima. E às 08:15h, lançou a “Little Boy”, contendo 64kg de Urânio-235, no alvo previamente determinado.

Depois de lançada, “Little Boy” demorou 44,4 segundos para ser detonada a uma distância de 240m do solo, e diante do vento cruzado, explodiu diretamente sobre um hospital.

Apesar da bomba atômica ter sido considerada ineficiente, por ter atingido 1,7% do que era esperado, seu raio de destruição foi de 1,6km, com incêndios subsequentes em 11km², matou cerca de 140 mil pessoas até o final de 1945, e deixou milhares de feridos. Ineficiente????

Que tristeza! Mais de 140 mil pessoas mortas (instantaneamente ou com os efeitos da radiação), sendo que 30% deste número se tratava de soldados, e os demais eram civis que nada tinham a ver com aquela miserável guerra.

Imagem encontrada na Escola Fundamental de Honkawa em 2013 da nuvem atômica. Fonte: Wikipedia

Sobreviventes da Bomba Atômica em Hiroshima alegam ter visto apenas um forte clarão branco no céu seguido de um alto estrondo. Vidros quebrando, paredes caindo, madeiras e papéis sendo queimados em fração de segundos… Hiroshima era literalmente devastada pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial 🙁

As fotos do slide abaixo podem ser perturbadoras, pois mostram alguns dos feridos de Hiroshima depois da bomba atômica:

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Se quiser entender um pouco mais sobre este triste episódio da história do Japão, abaixo há um documentário sobre a bomba de Hiroshima. Recomendo muito que assistam todo o vídeo antes da viagem. Dá para entender tudo o que aconteceu antes, durante e depois da detonação da bomba.

Apesar desta parte triste da história, Hiroshima reergueu-se de maneira triunfal. Você só vai lembrar que está em uma cidade que foi detonada por uma bomba atômica, quando ver a Cúpula da Bomba Atômica, que é o único edifício sobrevivente que restou próximo ao local da detonação.

Hiroshima foi reconstruída após a guerra com a ajuda do governo nacional através da Lei de Construção do Memorial da Paz de Hiroshima, em 1949. Ela fornecia assistência financeira para a reconstrução, juntamente com terrenos doados que pertenciam previamente ao governo e eram usados para propósitos militares (Wikipedia).

Como chegar em Hiroshima a partir de Kyoto:

A primeira dica é ir o mais cedo possível. Como estávamos em Kyoto,  e adquirimos o Japan Rail Pass, saímos bem cedo com direção à estação de Kyoto (olhamos, pelo aplicativo Hyperdia, qual era o horário do trem mais próximo).

Partimos às 07:20am de Kyoto e o trajeto de trem bala (Shinkansen) até Hiroshima durou quase duas horas. E eu particularmente achei uma viagem belíssima! Observei todos os cantinhos pelos quais passava no trajeto, e quando vi, já estava na hora de desembarcar em Hiroshima.

Chegando em Hiroshima, perguntamos aonde era a estação de ônibus (Hiroshima Bus Station) e um senhorzinho nos levou até o local de onde pudéssemos ver a estação – sou apaixonada pela educação e prestatividade dos Japoneses.

De lá, pegamos o ônibus 25 (em torno de 180 ienes), e fui acompanhando pelo Google Maps o local que deveríamos descer, que era o “Genbaku Dome Zen Bus Stop”. Em 15 minutos, já estávamos em frente ao Memorial da Paz.

Mesmo saindo de Kyoto às 07:20am, chegamos no Memorial da Paz de Hiroshima um pouco mais das 10am. Infelizmente estava tudo cronometrado para conseguirmos visitar os pontos ligados a bomba de Hiroshima, e depois seguir para Miyajima. Mas ficou tanta coisa que eu não consegui visitar na cidade, como o Castelo de Hiroshima, que é belíssimo!

Parque Memorial da Paz de Hiroshima

O Parque Memorial da Paz de Hiroshima foi construído em uma área de 120.000m² cheia de árvores, gramados e flores. Antes da bomba, o local era o centro político e comercial da cidade, um dos motivos da escolha do local.

No Parque Memorial da Paz de Hiroshima, você verá principalmente:

  • Hiroshima Peace Memorial ou A-Bomb Dome (Memorial da Paz de Hiroshima ou Cúpula da Bomba Atômica)
  • Children´s Peace Monument (Monumento da Paz das Crianças)
  • Rest House (Casa de Descanso)
  • Cenotaph for the A-Bomb Victims (Cenotáfio para as vítimas da bomba atômica)
  • Hiroshima Peace Memorial Museum (Museu do Memorial da Paz de Hiroshima)

Começamos a visita pelo Memorial da Paz de Hiroshima, ou como também é conhecido “Cúpula da Bomba Atômica“.

Cúpula da Bomba Atômica
Cúpula da Bomba Atômica

Antes de tudo, é preciso entender a diferença entre epicentro e hipocentro. O hipocentro de uma explosão é o ponto exato de onde ela se originou (de onde a energia acumulada foi liberada), enquanto o epicentro é a manifestação dela na superfície.

Hipocentro da Bomba Atômica de Hiroshima
Alcance da Bomba Atômica em Hiroshima

Memorial da Paz de Hiroshima (Cúpula da Bomba Atômica)

O “Domo da Bomba Atômica”, ou Cúpula da Bomba Atômica (Genbaku Dome) foi a única construção sobrevivente mais próxima do local do hipocentro (a apenas 160m). Na época, o edifício, de 1915, era o Saguão de Promoção Industrial da Prefeitura de Hiroshima.

Apesar da Cúpula da Bomba Atômica não ter colapsado, todas as pessoas que estavam em seu interior morreram imediatamente. Do edifício, restaram apenas as paredes de concreto e a cúpula de aço. Mais tarde, foi decidido que a área não seria reconstruída, mas sim dedicada a instalações de memorial da paz.

Memorial da Paz de Hiroshima

Mas você deve estar pensando: qual o motivo de manter a Cúpula da Bomba Atômica, já que foi um momento de extrema dor para Hiroshima?

O motivo de manter a cúpula é exatamente para lembrar do sofrimento causado pela bomba, além de simbolizar a luta para acabar com bombas, armas nucleares, e assim, conseguirmos trazer a paz mundial.

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Em 1996, o Memorial da Paz de Hiroshima foi declarado como Patrimônio Mundial da Unesco, apesar de algumas contestações. A China alegava que o memorial poderia ser utilizado como uma forma de minimizar o sofrimento dos países que foram vítimas do Japão durante a Guerra. E os Estados Unidos também questionaram o fato de que o memorial poderia “camuflar” a realidade dos fatos históricos.

Memorial da Paz de Hiroshima

Rest House (Casa de Descanso)

Anteriormente, por volta de 1929, a Casa de Descanso funcionava como uma Loja de Kimonos. Entretanto, na época do bombardeio, já funcionava uma casa de repouso que, infelizmente, teve 36 mortos em seu interior e apenas um sobrevivente. O homem de 47 anos, que estava no porão da casa, somente sobreviveu pelo fato de que o teto de concreto agiu como uma barreira para a radiação.

Rest House (Casa de Repouso) em Hiroshima

Caso tenha interesse em visitar o porão da Casa de Repouso, você deve realizar seu registro na recepção do prédio.

Children´s Peace Monument (Monumento de Paz das Crianças)

O Monumento de Paz das Crianças foi construído para homenagear Sadako Sasaki e as outras milhares de crianças vítimas da Bomba Atômica.

Memorial de Paz das Crianças
Sadako Sasaki, via Wikipedia

A história de Sadako Sasaki ficou mundialmente conhecida pelo fato de que a mesma tinha apenas dois anos quando a bomba foi detonada. Apesar de ter sido exposta a uma grande quantidade de radiação, Sadako não morreu no momento da detonação. Depois de dez anos, Sadako desenvolveu leucemia.

Enquanto estava internada, Sadako começou a dobrar inúmeros Tsurus (ave sagrada que simboliza paz, saúde, fortuna). No Japão, há uma lenda de que se a pessoa dobrar mil Tsurus, ela terá um desejo realizado. Então, Sadako conseguiu atingir sua meta, e dobrou ao todo 1300 Tsurus até a sua morte. No Museu Memorial da Paz de Hiroshima, há a exibição de alguns deles, e um breve relato de sua história (veja mais abaixo no item que falo sobre o Museu).

No topo do monumento construído em sua homenagem e às vítimas da bomba, há a estátua de Sadako segurando um Tsuru, e no pé da estátua se lê: “Este é o nosso choro. Esta é a nossa oração. Paz no mundo.”

Até hoje as pessoas continuam fazendo Tsurus e deixando na base da estátua.

Ganhei um Tsuru de um atendente do Museu Memorial da Paz de Hiroshima, que carinhosamente trouxe com muito cuidado do Japão.

Cenotáfio Memorial

Localizado no centro do Parque Memorial da Paz de Hiroshima há um outro memorial a todas as vítimas da Bomba Atômica. Trata-se de um arco que representa um abrigo para todas as almas do bombardeio, e está alinhado com a Chama da Paz e o Memorial da Paz.

O nome de mais de 290 mil vítimas da bomba estão gravados na pedra central do memorial.

Cenotáfio Memorial, em Hiroshima

Nele, ainda há a inscrição 安らかに眠って下さい 過ちは 繰返しませぬから, que significa “Descansai em paz, pois o erro jamais se repetirá”.

Belíssimo e significativo, mas triste. Muito triste.

Chama da Paz 

A chama da paz foi acesa em 1964, com a esperança de um mundo sem armas nucleares. Ela permanece acesa desde então, e assim continuará até que as armas nucleares sejam abolidas em todo o mundo.

Observe o pedestal da chama que foi projetado para simbolizar a imagem de duas mãos pressionadas e voltadas para o céu.

Chama da Paz, Hiroshima

Museu Memorial da Paz de Hiroshima

O museu, assim como todos os memoriais do Parque Memorial da Paz de Hiroshima, tem o objetivo de homenagear as vítimas, além de reforçar os danos das armas nucleares para o mundo.

Museu do Memorial da Paz de Hiroshima

Nele existe um acervo que conta a história detalhada da Bomba de Hiroshima, mais precisamente sobre o dia 06 de agosto. Há muitos pertences de vítimas 🙁

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Funcionamento do Museu: todos os dias, com exceção do dia 30 e 31 de dezembro, das 08:30am às 6pm (em Agosto, até as 7pm, e de dezembro a fevereiro, até as 5pm). É possível entrar somente até 30 minutos antes do fechamento.

Ticket: 200 ienes

Ground Zero (ou Marco Zero ou Hipocentro)

A 160m da Cúpula da Bomba Atômica está localizado o Marco Zero, o local considerado o ponto abaixo da detonação da bomba de Hiroshima. O endereço do local é “Hiroshima Atomic Bomb Hypocenter”, 1 Chome-5-25 Otemachi, Naka Ward, Hiroshima.

Marco Zero Bomba de Hiroshima
Marco Zero Bomba de Hiroshima

Bem, não preciso nem dizer que é um lugar muito triste para ser visitado. Mas acho necessário! Necessário para a gente lembrar que, infelizmente, existiu, e para desejar que nunca mais volte a acontecer.

Seguindo para Miyajima de Hiroshima

Quando defini que visitaria Hiroshima e Miyajima em um mesmo dia, eu tinha ciência de que seria muito corrido, e que algumas atrações não seriam visitadas. Mas nosso objetivo era visitar o Memorial da Paz de Hiroshima e, depois, finalizar desvinculando da energia negativa na ilha zen de Miyajima, mais especificamente no Santuário Itsukushima.

Torii Flutuante em Miyajima

Já passava das 1pm quando seguimos para Miyajima. E foi aí que eu senti a necessidade de, pelo menos, pernoitar em Hiroshima. Assim, ficaria um dia inteiro em Hiroshima, e outro em Miyajima. Mas era o que os meus dias permitiam, e eu voltaria satisfeita para casa por ter conseguido visitar o Memorial e o Santuário Itsukushima.

Como chegar em Miyajima a partir de Hiroshima

A melhor forma para chegar em Miyajima é utilizando trem, pela Sanyo Line (cinza), que também pode ser utilizado com o JR Pass. Em menos de meia hora, você estará na “Miyajimaguchi Station”, e de lá, pegue a balsa JR (mostre o JR Pass para utilizá-la gratuitamente) e em 10 minutos você estará desembarcando na ilha.

Balsa para Miyajima

Você pode até ficar tentado em ir pelo bonde 2 (linha vermelha) que também possui o destino à Miyajima, e o ponto é em frente ao Memorial. Mas é um percurso extremamente lento e pode atrasar ainda mais o seu dia.

Tem um barco que também realiza o passeio a partir do Parque Memorial da Paz de Hiroshima, em um trajeto de 45 min direto para Miyajima. Entretanto, o JR Pass não é válido para este meio.

O Santuário Itsukushima

A ilha de Miyajima é bastante popular entre os turistas que visitam o Japão, devido ao Santuário Itsukushima, que, junto com o grande Torii parecem flutuar sobre as águas de mar.

O Santuário, assim como Torii, foram construídos no chão, em 593, mas quando a maré está alta, ambos parecem flutuar. O ideal para quem tiver mais dias no país, é chegar a tempo de ver a maré baixa, e depois com a maré alta.

Quando fomos, acompanhei a tábua da maré (para consultar a maré no Santuário, clique AQUI) e vi que na parte da tarde, mais no finalzinho do dia, o Torii já estaria “flutuando”. Então fomos de manhã para Hiroshima, e na parte da tarde para Miyajima.

Chegando na Ilha já tivemos uma maravilhosa impressão do que é este lugar:

Realmente é uma paisagem impressionante, e valeu todo o esforço para visitá-lo.

Torii Flutuante, em Miyajima

Logo que desembarcamos no Porto de Miyajima, já vimos diversos veados passeando naturalmente entre os turistas. Pelo que li e vi antes, a Ilha é um verdadeiro paraíso, com muitas plantas exóticas, fontes termais, além de milhares de peixes e aves.

Veados “domesticados” em Miyajima

De lá, fomos contornando à direita do porto, e logo nos vimos bem próximo do Torii (o Grande Portal do Santuário Itsukushima). Quanto mais nos aproximávamos, mais impressionados com a energia do local ficávamos.

Chegando ao Torii Flutuando em Miyajima

O Santuário Itsukushima é um santuário xintoísta que cultua três deusas da religião, e acredita-se que elas habitam o interior o Santuário. Em 1996, ele foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco, foi considerado um dos lugares mais belos do Japão, e ocupa espaço nos cartões postais do país.

Já o Torii foi construído apenas em 1875, com 16 metros de altura por 24 metros de largura, é o maior portal de madeira do mundo. Diz a lenda que, quem passar pelo Torii terá uma vida próspera e feliz.

Torii Flutuante de Miyajima

Na foto abaixo, a maré estava alta o suficiente apenas para cobrir a base do Torii, assim, o Santuário Itsukushima ainda não parecia flutuar.

Infelizmente, o tempo começou a fechar com uma ameaça de forte chuva. Como a gente tinha que pegar a balsa ainda para o porto Miyajimaguchi, depois o trem para a estação de Hiroshima, e por fim, o Shinkansen para Kyoto, ficamos receosos de que qualquer atraso em razão da chuva culminasse na perda do trem. Então, tomamos a triste decisão de não visitar o interior do Santuário.

Antes de seguir para o porto, uma breve passada na vila ao lado do Santuário de Itsujushima só para ter a certeza de que quero voltar!

Miyajima

E depois disso, começou a chover e senti muito frio para atravessar na Balsa. Chegamos a tempo para pegar o Shinkansen na estação de Hiroshima, e logo logo chegamos em Kyoto (com tempo suficiente para curtir um pouco do Pontocho).

Fabiane Teixeira

Brasileira, Mineira de Belo Horizonte, 35 anos, conhece 38 países, é Advogada e Professora de Direito Civil, e nas horas vagas Viajante e Blogueira. Junto com meu Fábio vamos conhecer e te apresentar o mundo!

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